Entrevistas - Luciana Arruda
O texto biográfico abaixo foi retirado, na íntegra, do site de Luciana Arruda: http://www.abailarina.com

 

Luciana Arruda
Luciana Arruda Iniciou seus estudos em dança aos sete anos de idade, através do Ballet e, desde então, cursou diversas modalidades de dança. Em sua formação acadêmica, Luciana é Bacharel em Psicologia pela UNESP e Arteterapeuta pelo CEAP. Desde 1999 dedica-se com prioridade a arte da Dança do Ventre, mantendo uma rotina de workshops, aulas particulares e cursos de aperfeiçoamento, visando a qualidade e tendências na dança oriental. Em 2002 criou o primeiro site do Brasil com conteúdo especialmente dedicado a Dança do Ventre em seu aprendizado teórico, com artigos e entrevistas de bailarinas nacionais e internacionais. Como professora e diretora artística, sentiu a necessidade de um método e organização na produção de espetáculos, criando em 2004 a Companhia de Dança 'A Bailarina', com o objetivo de fomentar e difundir a cultura árabe oriental, através de espetáculos temáticos, nos quais a Dança do Ventre é o principal atrativo. Mesmo trabalhando fora do eixo Rio-São Paulo, Luciana Arruda conquistou o reconhecimento de grandes escolas e profissionais, tendo seus artigos publicados em sites específicos de Dança e viajando por diversas cidades do estado com oficinas e cursos. Um de seus espetáculos mais expressivos foi 'A Bruxa de Portobello', realizado com o apoio do Instituto Paulo Coelho, um dos autores literários mais lidos no mundo. Em 2009 inaugurou, em sociedade com o seu marido, o músico Felipe Almeida, o estúdio Mosaico das Artes, em que dá aulas de dança e coordena uma equipe de profissionais no ensino de diversas modalidades de dança. Ainda no mesmo ano, Luciana Arruda foi patrocinada pelo Rotary Internacional, numa viagem de estudos e imersão cultural para a Ãndia, pelo período de 38 dias, prolongando sua estada em Paris por mais quatro dias. Em 2010, criou o Curso Especial, em que compartilha com as alunas dicas, direcionamento, teoria e prática em três módulos, que possibilitam o aprendizado intenso e eficaz da arte da Dança do Ventre. E já iniciou os preparativos para o novo espetáculo a ser apresentado em Dezembro, baseado na obra de Lyman Frank Baum, 'O Mágico de Oz'


ENTREVISTA Luciana Arruda

Lu, antes de mais nada, gostaria que soubesse que estou muito feliz de entrevistá-la. Primeiro porque reconheço seu talento e perseverança na dança durante todos esses anos, sempre extrapolando seus limites e vencendo desafios. Segundo porque cultivo um imenso carinho e amizade por você.

Thaty Libbah: Estive lendo seus artigos e os achei muito informativos, além de demonstrarem o seu grau de maturidade como professora e bailarina. Qual dos seus artigos você considerou o mais desafiador de escrever e por quê?

Luciana Arruda: Obrigada pelo carinho! Nossa Thaty, pergunta difícil...são tantos artigos em oito anos de site! E acredita que ainda tenho muita coisa escrita e não publicada, coisas que perdi... respondendo a sua pergunta, o artigo que foi mais desafiador chama-se ‘A Dança Oriental e Suas Correlações’. Por incrível que pareça ele é um texto pequeno, mas me deu um trabalho imenso antes de escrever, no processo de pesquisa. Eu fiquei dias reunindo material, revendo anotações e revisando o texto. Hoje, sei que poderia ter escrito bem mais, mas para um artigo de web ainda assim pareceria superficial. Daria para escrever um livro sobre isso.

Thaty Libbah: Da mesma maneira, você tem um histórico de bailarinas entrevistadas por você. Existe alguma entrevista em particular que lhe sensibilizou ou fez mudar sua visão em algum aspecto da dança? Como tem sido o contato com todas essas bailarinas?

Luciana Arruda: Lembro que a primeira entrevista foi com Kahina. Eu tinha tanto a perguntar que decidi enviar um mail. Jamais imaginei que ela fosse responder tão rápido e de maneira direta. Aí percebi que deveria publicar , pois imaginei que muitas bailarinas gostariam de saber mais sobre nossas estrelas da dança. Adaptei as perguntas estipulando o tamanho do texto final, sempre pensando na linguagem da net, e atualmente sei que a seção de ‘Entrevistas’ é um dos grandes chamativos do site ‘A Bailarina.’

Meu site foi o primeiro do Brasil a entrevistar bailarinas de Dança do Ventre, e hoje isso se disseminou na net, fico feliz em saber que plantei as primeiras sementes. Graças ao meu site, hoje sou eu a entrevistada! rs...

Eu adoro preparar as entrevistas, pesquisar sobre a bailarina. Muitas vezes recebo sugestões de e-mail indicando bailarinas, noutras vezes profissionais se ‘auto-indicam’, e infelizmente também tem as pessoas que não respondem as entrevistas, mesmo após contato e envio das perguntas.


Eu aprendo muito a cada entrevista e gosto de saber um pouco mais sobre o lado ‘normal’ das entrevistadas.

Fica difícil escolher uma entrevista em especial, mas eu me lembro de momentos diferentes, por exemplo, a Jade foi a primeira a falar sobre a vida fora dos palcos, indicando filmes e livros; o Jorge Sabongi foi a entrevista que mais teve acessos na semana em que foi publicada; a Salomé, minha primeira entrevista internacional, foi de uma simpatia imensa; o fotógrafo Nô demonstrou uma simplicidade e desprendimento incríveis nos contatos prévios para acertar a entrevista; a Lulu foi a entrevistada mais difícil, demorei um ano pra conseguir falar com ela, mas quando ela respondeu foi de uma sinceridade extrema. Acabei estabelecendo boas relações com os entrevistados, ainda que de maneira impessoal –virtual – e graças à eles recebo muitos e-mails de bailarinas de diversas partes do mundo!

Thaty Libbah: Você é formada em Psicologia. O que te motivou a abrir mão da carreira de psicóloga para se dedicar integralmente à dança do ventre? Ou você ainda atua como psicóloga?

Luciana Arruda: Minha história com a Psicologia foge do meu controle, rs. Eu danço desde os seis anos de idade, e o único período em que tive um hiato na dança, foi por ocasião da faculdade, eu me dedicava intensamente aos estudos e fiquei quase 3 anos sem dançar. Então uma dor constante nos meus tornozelos começou a incomodar, procurei médicos, fisioterapeutas, e nada de descobrir a causa da dor. Um dia, numa sessão de terapia – na Unesp eles pedem que os alunos façam terapia durante o processo de estudos – falando sobre a dor com minha Psicóloga, percebi que era puramente emocional. Meus pés doíam era de saudade de dançar!

Numa sincronicidade do Universo, uma amiga querida, a Nívia, comentou que havia vagas para aprender dança do ventre no Teatro Municipal de Bauru, e aí decidi aproveitar para voltar a dançar. Minha paixão e prática até então sempre havia sido o Ballet Clássico, mas decidi fazer as aulas pra acompanhar minha amiga. Isso foi em 1999, meu primeiro contato com a Dança do Ventre, e nunca mais parei.

Minha área de atuação na Psicologia sempre enfatizou o atendimento às crianças, mesmo quando trabalhava como Analista de RH em uma empresa, eu atendia em minha clínica.

Crianças nem sempre são casos ‘tranquilos’, infelizmente o histórico de abusos e violência as vezes é assustador. Por conta disso no ano de 2009 decidi me dedicar apenas à Dança, precisava cuidar de mim, descansar um pouco, mas ainda assim as pessoas sempre me procuravam, solicitando os meus serviços como Psicóloga.

Cheguei a cancelar meu CRP, mas então no inicio deste ano de 2010, logo após retornar de uma temporada na India, novas oportunidades surgiram e percebi que a Psicologia é algo que está em mim, gosto de trabalhar na área e sou boa nisso, então reativei minha licença e atualmente presto serviço em projetos do governo do estado, voltado para orientações à jovens, e tenho um trabalho fixo numa instituição para crianças especiais. Costumo dizer que na verdade nunca parei de fato, pois onde há o ser humano, existe a intervenção da Psicologia, sempre.

Thaty Libbah: Vi seu vídeo no youtube dançando lindamente a música “Aquarela do Brasil†na International Conference of Rotary - Raipur/India (Dezembro 2009). Fale-nos um pouco sobre essa experiência na Ãndia.

Luciana Arruda: Bem, obrigada por gostar da minha dança. Sabia que naquele dia estava um frio de 4º? E havia uma platéia de quase mil pessoas, era um encontro de Rotarianos e tive a honra de me apresentar.

Eu poderia ficar dias falando sobre a viagem, a India é, de fato, um país único. Não há como comparar ou tentar explicar as emoções que senti ao visitar o Taj Mahal, nadar no mar do Oceano Indico, morar com famílias tradicionalmente hindus, nas regiões do interior da India. Foram mais de 30 dias, 13 cidades, 03 estados desse país fantástico. Fui pra India após ser selecionada entre 14 candidatos por um programa de Intercâmbio Profissional do Rotary Internacional. Quando nem eu mesma acreditava que poderia ser selecionada, eles me escolheram.

Devo isso ao meu irmão mais velho, o Alex, ele quem viu a notícia da seletiva e me incentivou a ir. Lembro que na época, havia 7 meses que tinha inaugurado o meu estúdio, ainda com muitas contas a pagar e por isso quase desisti da viagem. E então por uma dessas coisas lindas do universo, minha família e meus alunos se uniram, fizeram campanha de venda de pizza, me ajudaram como puderam para que eu tivesse condições de pagar o visto, as vacinas e levar um dinheirinho para a viagem, já que o restante foi totalmente custeado pelo Rotary Internacional.

Por conta disso, eu e o grupo de mais 04 brasileiros tínhamos compromissos diários a cumprir, formalidades e reuniões e eu dancei praticamente todos os dias. Isso me deu uma segurança em cena, que você não acredita!

Hoje encaro numa boa fazer shows e dançar de improviso, mas até antes da viagem isso era uma dificuldade!

Para resumir, aprendi muito com o respeito a arte que os indianos tem, a dançar como forma de louvor, a compreender uma cultura tão diferente da nossa. Valorizo muito mais o nosso país e as condições que temos, e lamento por saber que há ainda lugares do mundo tão carentes de certas estruturas básicas, como saneamento - o que, infelizmente, também acontece por aqui.

Thaty Libbah: Como foi a trajetória e como é o aperfeiçoamento da Cia de Dança “A Bailarina�Fale-nos sobre seus espetáculos temáticos.

Luciana Arruda: A Cia de Dança ‘A Bailarina’ surgiu meio que ‘forçosamente’.Na época,eu dava aulas em uma academia cuja única modalidade de dança era a minha. O foco do proprietário era a musculação e condicionamento físico e quando eu quis fazer uma mostra no final do ano percebi que de alguma maneira precisava ficar independente e lutar pela realização do evento. Assim surgiu a Cia de Dança, com o nome inspirado no site; o primeiro espetáculo foi em Julho de 2004 com dez bailarinas, e este ano iremos para a oitava edição,com um elenco de quase 40 bailarinas. A criação de espetáculos temáticos surgiu já na segunda edição, pois percebi que a arte da dança do ventre precisava de um contexto para se desenvolver, então a cada ano eu crio ou adapto um universo novo para situar a dança. Acredito que nisso também fomos percussoras, a idéia de ter um tema, de utilizar figurinos iguais começou a se moldar, e lembro que em 2005 já era grande o numero de pessoas que me escreviam pedindo ajuda para elaboração de espetáculos de dança pelo país afora. Nossos dvds são bastante solicitados e os vídeos no Youtube, com muitos acessos. Ainda assim, não considero um grupo profissional, mas estamos a caminho! Poucas bailarinas estão comigo desde o começo, o grupo muda bastante de acordo com faixa etária, vestibular, o primeiro emprego...muitas vezes por mais que as bailarinas queiram, é difícil se dedicar quanto gostariam. Então fazemos um trabalho constante durante todo o ano, inclusive em alguns domingos bem agitados,rs... todas gostamos muito do que fazemos, eu me vejo em cada aluna e fico feliz ao ver o desenvolvimento de todas.

Thaty Libbah: Conte-nos um pouco sobre seu trabalho no Núcleo Dança do Mosaico das Artes.

Luciana Arruda: Aaaiinn, falar do Mosaico das Artes é meu xodó! Costumo dizer que é o meu primeiro filho, muito sonhado e desejado. Quem conhece o estúdio pode sentir o amor pulsando em cada cantinho, posso te garantir. Inauguramos o estúdio há praticamente um ano e meio e já vejo tantos frutos! Desde o inicio eu queria que fosse um espaço dedicado a dança e ao bem estar. Convidei profissionais que, além da técnica tivessem também a paixão pela dança e tem dado super certo. Eu procuro respeitar o trabalho de cada professora, mas tenho uma função bem ativa de Diretora Artística, estou sempre em contato com minha equipe, dou palpites nas escolhas de musica, coreografias...temos um ‘padrão de qualidade’ do Mosaico e isso se reflete em nossos eventos. É um trabalho que virou paixão. Gosto de saber que um dia vou estar velhinha, parando de dançar, mas minhas alunas e professoras continuarão a seguir levando um pouquinho de mim.

Thaty Libbah: Qual é a essência da Luciana Arruda? Bailarina, professora ou coreógrafa? Justifique com mais detalhes.

Luciana Arruda: Nossa, essa pergunta me fez pensar... eu me vejo nesses três momentos, cada vez mais... descobri meu lado coreógrafa e gostei dele mas isso não faz muito tempo...veio com meu trabalho nas mostras de dança,acho que a partir da 4ª edição eu descobri que estava no caminho certo. O lado professora foi o primeiro a surgir,antes mesmo da bailarina. Eu tinha muito pouco tempo de pratica quando comecei a dar aulas e me vi obrigada a aprender de maneira intensa para transmitir com confiança e segurança às minhas alunas. Ao contrario do que diz o clichê, eu acho que mesmo quem não sabe algo é capaz de ensinar, sim, não me diga como explicar isso, mas é fato. As vezes chegam alunas tão prontas que fico me perguntando se eu realmente tenho algo a ensinar. Vejo movimentos que em mim nem sempre são fáceis de executar ou tão limpos, mas alunas o fazem de maneira impecável. Eu acredito que tenho uma facilidade de trabalhar com associações e sigo muito a intuição. As alunas dizem que minhas aulas são divertidas e terapêuticas, mas tudo o que penso é fazer o meu melhor respeitando o tempo de cada uma. Eu ainda aprendo muito o ‘ser’ professora. Agora o lado Bailarina, somente agora, com onze anos de pratica, sinto que encontrei. Tenho me descoberto como bailarina, essa coisa de show, de performance, estou me sentindo em casa! Minha técnica precisa ser lapidada sempre, sou pura emoção! Mas encontro maneiras cada vez mais criativas de desenvolver minha dança e meu estilo e tenho gostado muito disso, sem falsa modéstia.

Thaty Libbah: Em qual bailarina voce se espelha e qual seu estilo favorito de dança do ventre?

Luciana Arruda: Pois é...acredito que como quase toda bailarina brasileira, comecei admirando o estilo de Lulu Sabongi. Gostava de vê-la ao vivo e sempre me emocionava com sua poesia e seus giros. Depois descobri outras bailarinas e sempre decidi muito rapidamente o que me encantava e o que merecia ser estudado. Eu não sou muito de me espelhar em alguém, de estudar vídeos feito louca...eu gosto de quem me emociona. Talvez por isso eu tenha paixão pelas clássicas grandiosas,embora a pedido do Habib em seus cursos, eu tenha transitado por outros estilos,mais descompromissados e modernos. Eu tenho uma admiração intensa por Jade e sua expressão, pela leitura musical da Carlla Sillveira, a exuberância da Kahina, a delicadeza e as soluções criativas da Aziza Mor Said...mas isso é de momento, as vezes bato o olho em uma apresentação e me encanto por anônimas e as vezes tem unanimidades que eu simplesmente não vejo a menor graça. Descobri que o meu estilo é o que faz a platéia feliz, tudo começa por uma boa musica, pelo respeito a arte e o mais, é ser feliz quando piso no palco.

Thaty Libbah: Qual foi o momento mais emocionante da sua carreira? Existe algum triste?

Luciana Arruda: Quando penso em emoção, sempre me vem em mente meu solo de encerramento, da primeira mostra. Era a primeira vez que minha cidade via um espetáculo de dança do ventre. Eu dancei uma musica do Sayed Balaha e, em cena aberta, as pessoas começaram a aplaudir, levantar, foi uma emoção geral que tomou conta do local – um publico de mais de 400 pessoas. Lembro que terminei a dança chorando em cena e em seguida minhas alunas me entregaram flores do campo, numa singela homenagem. Todos os anos eu vivo momentos lindos nos shows, mas esse da primeira vez teve um gosto especial de superação: eu estava com o cóccix trincado, sentindo muita dor, mas não havia contado pra ninguém. Agora todos vão saber, rs. Momento triste existe sim, relacionado a minha carreira como professora. Eu também nunca havia falado disso antes, vou me abrir aqui pra você. Eu tinha um projeto social maravilhoso em parceira com a prefeitura municipal, que atendia mais de 50 crianças, foi um projeto criado por mim e era meu grande tesouro de vida, dar aulas para as crianças carentes. Infelizmente, com a mudança do cenário político e uma nova administração, eu – por motivos que prefiro não revelar – pedi demissão do projeto. Foi meu pior momento pessoal e profissional, ver um sonho de vida sendo destruído. Mas isso passou e me fez mais forte, me deu as ferramentas que eu precisava para criar meu próprio projeto social, independente. Hoje temos o Projeto Sociocultural do Mosaico das Artes, que atende crianças e jovens no ensino de musica e dança.

Thaty Libbah: Finalizando nosso bate papo, agradeço novamente pela entrevista e pelas respostas sinceras e meigas. Fique a vontade para acrescentar o que desejar. Um imenso abraço e desejo cada vez mais sucesso e brilho na sua carreira.

Luciana Arruda: Agradeço à você,Thaty por esse espaço e por ser leal em todos esses anos, num laço de amizade que construímos em tão poucos encontros. Você é tão generosa, muito obrigada por tudo, lembro que minhas viagens para São Paulo eram sempre mais leves quando a gente se encontrava nos cursos e shows da Casa de Chá, saudade desse tempo bom!

Eu só gostaria de acrescentar a todas as bailarinas que leram até aqui, que sigam. Sigam em frente, mesmo com medo, inseguranças, com questionamentos. As vezes nos sentimos formiguinhas na dança, mas podem ter certeza de que todo mundo já passou por isso alguma vez. Sigam com suas aulas, seus shows, não desistam! Permitam-se a entrega na dança, seja feliz no palco e prepare-se pra tudo na vida,celebrando cada momento. Estou a disposição de vocês caso queiram escrever, me adicionar, estou aqui. Afinal, todas fazemos parte desse fio invisível que nos conecta ao Universo. Beijo todas! Lu

 

Luciana Arruda

 

Maiores informações sobre a bailarina Luciana Arruda, acesse o site:
http://www.abailarina.com

 

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